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Coisas que eu tenho vergonha de dizer

Que ouço Costa Gold e as músicas do RBD México
Que acho que existem melhores escritores que Machado de Assis
Que não gosto de café
Que gosto de futebol mas não acompanho os campeonatos com tanto afinco

Que já fiquei deitada um dia inteiro na cama, de pijama, me perguntando qual o sentido de tudo isso - e não achei a resposta.
Que não sei muito bem o que ou como será daqui pra frente
Que tô aprendendo francês só pra ocupar a mente com algo diferente
Que não gosto da faculdade, e nem da arrogância intelectual, e não me enxergo fazendo parte do grupo de pessoas que se dedicam a esses assuntos.

Que eu minto
Que nos últimos três anos eu tenho me sentido sozinha, inútil, incapaz.
Que nesses mesmos anos eu tenho pecado contra Deus - e contra mim - constantemente.
Que não me amo.

Que sinto medo da vida e das pessoas
Que evito fazer trabalhos em grupo porque me acho burra demais
Que tenho um blog de contos, crônicas, poemas (que na verdade são confissões)
E que eu te amo, e todo dia fico esperando você me mandar mensagem pra poder esquecer as outras coisas listadas acima.
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Recentemente, o que me aconteceu

Bom, resolvi escrever esse texto pois já estou há algumas semanas sem postar nada, e queria colocar aqui as coisas que aconteceram na minha vida:

  • Mudei de casa. Sim!!! Após 20 anos (desde que nasci) morando no mesmo lugar, alterei meu endereço. Estou bastante feliz com isso, pois é de fato um lugar e uma casa melhor – conquista maior ainda para os meus pais. Apesar de que mudanças de casa geralmente são estressantes por causa de burocracias e da bagunça que isso causa (já faz um tempo e ainda tem algumas caixas a serem abertas), tudo vale a pena [“se a alma não é pequena”, já diria Fernando Pessoa]
  • Criei um canal no YouTube. Sim!!! Depois de anos falando e falando e falando que iria fazer, eu fiz. Só tem um único vídeo por lá na data que este texto está sendo postado, mas pretendo soltar no mínimo um vídeo por semana mesmo. É um canal poético, onde eu, sra. Jaque, declamo poemas/textos. O primeiro que eu escolhi foi “Prece por um padre”, da maravilhosa Clarice Lispector.
  • Tive minha redação criticada negativamente (mais uma vez) em um trabalho acadêmico. Pois é. Nem sei o que dizer direito, mas gostaria de pontuar que durante toda minha vida escolar, minha escrita acadêmica não foi duramente criticada – sendo muitas vezes elogiada por alguns. No entanto, recebi sérias avaliações negativas três vezes na vida: em uma redação que eu zerei quando estava no cursinho pré-vestibular; em uma prova de História Medieval, em que a prof. descreveu meu texto como “extremamente confuso”; e recentemente, em um trabalho de História das Ciências no Brasil, a prof. apontou diversos erros de redação. Em um primeiro momento, me sinto extremamente burra e me pergunto o que é que eu estou fazendo, pois a academia intelectual não parece ser meu lugar. Passados os primeiros ânimos, percebo que só me resta uma coisa: estudar mais, me esforçar mais, entender onde estou errando e melhorar – não tem como fugir disso.

Fora estes três aspectos principais, há algumas coisas que eu gostaria de contar, porém que se tratam mais do futuro – então deixarei para revelar quando forem realidades concretas.

Uma observação: ainda estamos sofrendo com a pandemia, infelizmente. Há um mês, toda minha família se infectou com o vírus e ficamos trancafiados em casa por 2 semanas. Nesse ínterim, só tenho a agradecer a Deus por todos nós termos tido uma ótima recuperação, e não precisarmos ter ficado internados no hospital.

Por hoje é isso.

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Pois é, parece que sou adulta…

Era uma sexta-feira até então normal. Eu iria no Poupatempo, que ficava num shopping da cidade, buscar meu RG e se pá entrar em algumas lojas. Sem pressa.

Me arrumei e fui.

Não perdi tempo e fui direto pegar o RG, enquanto passava pelas lojas e pensava: “na volta eu entro.”

Mas eu não entrei na volta.

Desci a escada rolante e vi o que eu evitei ver durante um tempo, por motivos não compreendidos por eu mesma: jovens. Jovens entre 14 e 17 anos, aproximadamente, que conversavam e riam e emitiam sons joviais próprios de suas fases adolescentes.

Naqueles segundos, enquanto eu descia as escadas e observava a multidão genuína de adolescentes, eu parei para analisar minha vida e o que estou fazendo dela. Uma vontade de ir embora, de chorar, invadiu-me como uma onda do mar.

Eu não era mais jovem. Não havia com quem conversar, ou rir, ou fazer sons próprios da adolescência.

Era como se os jovens tivessem me causado um vazio – com suspiros pesados.

Fui embora, evitando olhar no rosto daqueles adolescentes todos.

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Ao meu lado

Às vezes

Eu sinto saudade

da tua voz

E aí fico ouvindo

teus áudios

Mesmo sem contexto

Mesmo já tendo respondido

Só pra te ouvir

Degustar cada palavra

cada timbre

produzido no teu interior

e que preenche meus ouvidos.

Por instantes, eu te imagino ao meu lado.

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Reciprocidade

” – A questão não é ele gostar de você, mas você gostar dele.

– Mas eu já gosto dele!” – Diálogo do filme Central do Brasil

Como é ruim gostar de alguém sem saber se é recíproco. A dúvida é cruel, porque parece que o medo de ser rejeitado é maior do que alcançar a verdade.

Será que ele pensa em mim o tanto quanto eu penso nele?

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Penso em você porque te amo

Há uns dias atrás, por uma recomendação esquecida, eu assisti a um filme chamado “Viajo porque preciso volto porque te amo”. A história era sobre um geólogo que havia deixado sua amada em sua cidade para pesquisar a transposição de um rio. A história é totalmente narrada pelo geólogo (o que me lembrou Dom Casmurro) e há uma reviravolta que me deixou chateada com as personagens envolvidas. Não é uma história feliz.

Entretanto, não foi a história que me chamou a atenção primeiramente, mas sim o título do filme. Viajo porque preciso. Volto porque te amo. Eu não possuo uma profissão que me obrigue a viajar, mas de certa forma me identifiquei com o verbo utilizado. O verbo “viajar” foi carregado por um sentido de obrigatoriedade – não necessariamente negativa – expresso pela palavra “preciso”. Não demonstra que o autor da frase odeie viajar, mas o ato o afasta da sua amada. Justamente por isso, ele volta. Ele volta porque quer, não porque é forçado a realizar tal coisa. Ele volta porque a ama, e sente saudades. Amor não é obrigação.

Eu escrevo porque preciso, mas penso em você porque te amo.

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Eu nunca te contei

Eu nunca te contei, mas quando meu celular vibra eu corro pra ver se é a sua mensagem que chegou.

Me decepciono toda vez, ao ver que era apenas um pedido por mais bateria.

E então, se esvai minha esperança de ler ou ouvir tuas palavras. O que sobra é uma dor aguda no coração, também conhecida como desilusão.

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Copa 2018

A Copa de 2018 mudou, de certa forma, a minha vida. O Brasil não foi campeão; a Holanda (seleção que eu sempre torço por motivos de descendência) nem sequer jogou, mas ver cada time representando uma nação e se superando em campo foi emocionante.

Jamais me esquecerei dos almoços que eu tive assistindo futebol – o verdadeiro futebol, que ajudou a aliviar minha mente da pressão do vestibular.

Tivemos o respeito presente em campo, com vários sentimentos no coração do torcedor.

A França foi vencedora, e o esporte também.

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O que esperar depois da vitória?

Ontem o Liverpool F.C. venceu a Champions League e parece que meu coração, ao invés de sentir felicidade por alcançar algo que desejava tanto, sentiu uma mistura agridoce. Feliz estava pelo futebol apresentado pelo Liverpool na temporada 18/19, mas senti um gosto amargo, porque parece que agora não há mais o que esperar: o prêmio já foi ganho.

Salah, meu jogador favorito, deve ser vendido em breve. Outros virão, outros sairão. E assim tudo terá continuidade.

O gosto dessa vitória foi único: 14 anos sem ganhar uma Champions. Enquanto isso, o Real Madrid venceu várias vezes. Não deve ter o mesmo gosto dessa vitória.

O futebol continuará: haverá outras Champions, outras Copas do Mundo, outros campeonatos nacionais… mas nada terá o gosto dessa Champions, a mais esperada por mim – em nome da beleza do futebol.

You will never walk alone.

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Mudanças

Hoje foi um dia difícil, mas bom no fim das contas. Eu percebi que temos de nos arrepender sempre pelas coisas que fazemos de errado. Deus é misericordioso.

Hoje também minha irmã, na hora de sentar-se ao lado de uma mulher, acabou batendo a mochila no rosto da moça que estava ao lado. Pedi desculpas, mas não obtive resposta.

Não obtive resposta.

Tô tentando mudar. Quero mudar.